• O principal determinante da posição da prótese de mama em relação ao músculo é a espessura da glândula mamária na porção superior da mama.
  • O resultado mais natural é aquele obtido por uma prótese abaixo do músculo.
  • O posicionamento submuscular está associado a uma movimentação excessiva da prótese.
  • A prótese acima do músculo está associada a um maior surgimento de rippling e maior palpabilidade da prótese.
  • Atletas de alta performance e fisiculturistas não podem se dar ao luxo de perda de força na musculatura peitoral. Além disso, o impacto de um músculo forte sobre a prótese está mais associado a ruptura precoce do implante.

 

A pergunta sobre a posição da prótese de mama é um dos questionamentos mais frequentes que ouvimos no consultório. Antes de pensarmos especificamente na atleta, vamos considerar a seguinte informação: o principal determinante da posição da prótese de mama em relação ao músculo é a espessura da glândula mamária na porção superior da mama. Assim, pessoas que possuem uma espessura inferior a 2 cm de tecido mamário, deverá, a princípio, optar por uma prótese abaixo do músculo. Além disso, devemos levar em consideração sobre o desejo de naturalidade do resultado, sendo o resultado mais natural aquele obtido por uma prótese abaixo do músculo.

 

Posicionamento da prótese: a esquerda o tecido mamário normal, no centro o posicionamento abaixo da glândula e a direita o posicionamento submuscular.

 

Pensando em queda (ptose) da mama, a única prótese que não exerce efeito de peso sobre a pele e glândula mamária é a prótese que se encontra totalmente submuscular. Porém, este posicionamento está associado a uma movimentação excessiva da prótese. Esses movimentos não naturais da mama ocorrem toda vez que a mulher contrai a musculatura peitoral.

 

Agora vamos falar sobre a atleta! Devemos levar em consideração a demanda de força do músculo peitoral que cada pessoa precisa em seu dia-a-dia. Atletas de alta performance e fisiculturistas não podem se dar ao luxo de perda de força na musculatura peitoral. Além disso, o impacto de um músculo forte sobre a prótese está mais associado a ruptura precoce do implante. No entanto, devemos estar cientes que a prótese acima do músculo está associada a um maior surgimento de rippling e maior palpabilidade da prótese. A seguir falaremos sobre cada um deles.

 

– O rippling é uma aparência de irregularidade que pode se projetar na superfície da mama, principalmente no polo superior, decorrente da pouca cobertura de glândula mamária, permitindo a visualização das ondulações da prótese.

 

Exemplo do efeito rippling (este é um rippling grau 2, a imagem foi utilizada para que fique evidente a alteração) Fonte: Rippling-Following-Breast-Augmentation-or-Emerging-Pantelides

 

– A prótese palpável também está associada a essa falta de cobertura, sendo mais intensa em pessoas com baixo percentual de gordura corporal. Isso também torna o resultado menos natural, ou seja, a prótese ficará mais marcada.

 

Devemos assim entender, que precisamos escolher as prioridades da atleta na hora da colocação da prótese de mama. Se a força do músculo peitoral for essencial, teremos que aprender a conviver com os aspectos de uma prótese mais superficial com aparência menos natural. Caso a força do músculo peitoral não seja determinante, poderemos utilizar o posicionamento submuscular e obter um efeito mais natural.

Atleta amador, judoca, tenista e amante da Musculação.

Médico especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica Estética e Reparadora, Cosmiatria e Laser.

Especialista em Microcirurgia, Reconstrução de Mama e Face em Oncologia.

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